Raffaella Shen
  • Home
  • Sobre mim

MENSAGEM PARA VOCÊ

ESTUDANDO A PALAVRA

PENSAMENTOS EM VERSOS

 


SER DISCIPULO


Ser discípulo não é ter um rótulo religioso, mas manifestar o caráter do nosso Senhor Jesus através da evidência visível do Fruto do Espírito.

 

Caráter: é um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir e de reagir de um indivíduo ou de um grupo. Com base no significado da palavra “caráter”, podemos afirmar que o Fruto do Espírito faz parte do caráter de Cristo.

 

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.”

Gálatas 5:22-23

 

Quando falamos em moldar o nosso caráter, estamos falando em moldar as nossas ações e reações;  a maneira de chegarmos mais próximo do caráter de Jesus é desenvolvendo o Fruto do Espírito. Esse processo não é fruto de esforço humano, mas da submissão incondicional ao Espírito Santo, que produz em nós a semelhança de Jesus.

 

Mas o que é o Fruto do Espírito?

Embora sejam nove virtudes, a Bíblia fala de um único fruto, porque todas fazem parte do caráter de Cristo e devem crescer conjuntamente em nós.


E como desenvolvemos?

Em primeiro lugar, orando e pedindo ao Senhor que produza e faça crescer em nós o Fruto de Espírito.

 

Depois, fazendo a nossa parte, que é praticar.

Deus nos dará sempre oportunidades para pôr em prática aquilo que Ele nos ensina, e enquanto não formos aprovados, continuaremos a repetir a prova.

E quando formos aprovados? O Fruto crescerá! 

 

E quais são as 9 virtudes que, como discípulo de Cristo, preciso desenvolver:

Amor (Agapē): A base que engloba as outras virtudes. Tudo começa com o amor. O amor Agapē não é um sentimento passageiro, mas uma decisão da vontade de buscar o bem do outro, independentemente do merecimento. É o "alicerce" porque, sem ele, todas as outras virtudes se tornam vazias.  (1 Coríntios 13:4-5)

Alegria: Satisfação interior que independe das circunstâncias. Diferente da felicidade (que depende de acontecimentos favoráveis), a alegria cristã é uma confiança profunda de que Deus está no controle. É uma satisfação que permanece mesmo no luto, escassez ou nas adversidades da vida. (Filipenses 4:4)

Paz: Estabilidade vinda de Deus, mesmo nas dificuldades. É a tranquilidade da alma que vem da reconciliação com Deus. É uma "estabilidade" que protege a mente contra a ansiedade e o medo. (Filipenses 4:7)

Paciência (Longanimidade): Capacidade de não explodir facilmente. É a capacidade de suportar provocação ou sofrimento sem se vingar ou desistir rapidamente. (Efésios 4:2)

Benignidade: Disposição gentil e bondosa, reflexo de um coração bom. É a doçura no trato. É a disposição de ser gentil e amável com as pessoas, agindo com cortesia mesmo quando o outro não facilita.  (Efésios 4:32)

Bondade: O amor em ação, banindo a aspereza. Enquanto a benignidade é o estado interno de gentileza, a bondade é a ação externa. É o amor "colocando a mão na massa" para fazer o que é certo e justo. (Gálatas 6:10)

Fidelidade : Virtude essencial nos relacionamentos. Refere-se à lealdade e confiabilidade. Uma pessoa fiel é alguém em quem se pode confiar, que mantém sua palavra e é constante em seus relacionamentos e compromissos com Deus. (Provérbios 28:20a)

Mansidão: Característica de um espírito ensinável e suave. Não confunda com fraqueza. A mansidão é "poder sob controle". É a marca de quem é ensinável, que não impõe sua vontade pela força, mas pela suavidade e humildade. (Mateus 5:5)

Domínio Próprio: Capacidade de controlar-se pelo poder do Espírito.       É o governo sobre os próprios impulsos, desejos e temperamento. É o Espírito Santo dando ao homem a capacidade de dizer "não" a si mesmo para dizer "sim" à vontade de Deus. (2 Timóteo 1:7)


Ser discípulo é permitir que Jesus seja visto em nós diariamente. O Fruto não é uma aparência exterior, mas uma transformação interior. É a evidência de uma vida rendida ao Espírito Santo. À medida que permanecemos em Cristo e que nos aprofundamos nEle, nossas atitudes começam a ser moldadas, e antes o que era natural à carne, passa a ser transformado pela ação de Deus em nós.


“Vocês o reconhecerão por seus frutos.” Mateus 7:16a

O verdadeiro discípulo não apenas fala sobre Jesus; ele revela Jesus através da maneira como vive.

 

Importante: O fruto não é produzido pelo esforço, mas pela permanência. Jesus disse: ‘Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês… quem permanece em mim, esse dá muito fruto’ (João 15:4-5).”

  

Para nossa reflexão:

Quando as pessoas observam minhas atitudes, reações e palavras, elas conseguem enxergar o caráter de Cristo em mim?

 

 


 

Recomendação de Leitura:  *Colossenses 2*

A Carta de Paulo aos Colossos foi escrita entre 60 a 62 d.C com o objetivo de combater as heresias daquela igreja.

Apesar de escrita há tanto tempo, ela segue muito real nos dias de hoje.

Alguns pontos me chamaram atenção.

Nele (em Cristo), estão escondidos todos os tesouros de sabedoria e conhecimento. Tesouro é algo muito precioso, e Paulo coloca a sabedoria e o conhecimento neste patamar.

O Cristão que deseja viver uma fé genuína e fortalecida em Cristo precisa buscar conhecimento e sabedoria. Este é fator importante para não sermos enganados, conforme verso 4.

A sabedoria buscamos de Deus, que dá a todos que pedem (Tiago 1:5), e o conhecimento aprendemos ao ler e interpretar a Palavra de Deus, como estamos fazendo agora.

Outro versículo que me chamou atenção é o 11, que em Cristo fomos circuncidados. A circuncisão na Bíblia representa a aliança com Deus. Neste caso, não uma aliança física, mas uma espiritual. Termos ciência dessa aliança e do lugar que ocupamos em Cristo, nos dá a certeza que nossos pecados foram perdoados mediante o sacrifício de Jesus na Cruz. É importante frisar o vs 18 que diz para não aceitarmos condenação dos que tem uma humildade fingida. Se estamos livres em Cristo, ninguém pode nos condenar, nem nós mesmas trazendo a tona nosso passado, ok?

E por fim, como cristãs maduras, precisamos entender que a vida com Cristo não é uma lista de pode e não pode. Esta lista fazemos para as crianças que ainda não tem discernimento suficiente. Ao amadurecer, precisamos lembrar tudo que tudo podemos, mas nem tudo nos convém (1Co 6:12), e que somos representantes de Cristo nesta terra (2Co 5:20). Fomos chamadas a amar e a testemunhar de Cristo, até mesmo sem palavras (1 Pe 3:1-2).

Deus abençoe.


 

O que é fé?

Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem. Hebreus 11:1 NAA

Sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam. Hebreus 11:6

O capítulo 11 da Epístola aos Hebreus é conhecido como a “galeria dos heróis da fé”. Ele não é apenas uma lista de personagens bíblicos, mas uma construção profunda sobre o que significa viver pela fé — especialmente em tempos de pressão, sofrimento e incerteza.

Importante frisar que fé não é um sentimento, nem pensamento positivo. É uma convicção baseada em Deus, mesmo quando não há evidência visível.

Ao lermos Hebreus 11, percebemos dois pilares fundamentais da fé:

Certeza do futuro (esperança)

Confiança no invisível (Deus e Sua palavra)

O versículo 3 afirma que o universo foi criado pela palavra de Deus — ou seja, a fé nos conecta à realidade espiritual que sustenta a realidade visível.

Tiago 2:17 diz que a fé sem obras é morta. Portanto, toda fé verdadeira produz ação. Podemos citar alguns exemplos baseados em Hebreus 11:

  • Abel – fé que honra a Deus -> Um sacrifício oferecido com fé, e não por mera formalidade. 
  • Enoque – fé que gera intimidade -> A Bíblia diz que ele recebeu o testemunho de que agradou a Deus (vs 5)
  • Noé – fé que obedece mesmo sem evidência -> Naquele tempo não havia possibilidade ou indício de chuva, e mesmo sendo dado como louco, decidiu obedecer a Deus.
  • Abraão – fé que confia no processo -> Recebeu uma orientação para partir, não sabia para onde iria, mas sabia quem o estava guiando.
  • Sara – fé que vence limitações naturais -> uma amostra que para Deus não há limitações.
  • Moisés – fé que renuncia prazeres temporários -> Rejeitou uma vida de conforto no Egito, para viver o propósito de Deus.
  • Raabe – fé que se arrisca -> creu no Deus de Israel antes mesmo de vê-Lo agir diretamente em sua vida. Sua fé a levou a tomar uma decisão corajosa, colocando sua própria vida em risco ao esconder os espias (Josué 2).

Com base nestes exemplos, podemos afirmar que Fé não é teoria, mas uma decisão prática baseada na promessa de Deus.

A fé não apenas nos ajuda a vencer, mas também nos capacita a suportar (Hebreus 11:32–38)

É um equívoco pensar que, por termos fé, tudo será vitória. Este capítulo deixa explícito que:

Pela fé, alguns:

  • conquistaram reinos
  • fecharam bocas de leões
  • apagaram o fogo
  • venceram batalhas

Mas, pela mesma fé, outros:

  • foram torturados
  • presos
  • apedrejados
  • mortos

Isso quebra uma ideia perigosa de que fé é garantia de conforto ou sucesso.  Na verdade, a fé é garantia de fidelidade a Deus — independente das circunstâncias.

Fé é caminhar sabendo que o nosso destino é o Reino Celestial, e viver dando testemunho de Deus, nos dias bons e também nos dias maus. É continuar crendo no Deus da promessa, mesmo quando não vemos todas as promessas se cumprirem no tempo presente.

Em resumo:

Fé não é sentir — é confiar e agir

Fé não depende das circunstâncias — depende de quem Deus é

Fé madura não busca apenas milagres — permanece mesmo sem eles

Fé verdadeira sempre tem uma perspectiva eterna

Fé não é produzida por nós — ela começa e termina em Jesus, que é o autor e consumador de nossa fé (Hebreus 12:2).

Para nossa reflexão:

Se Deus não fizer aquilo que você espera, Ele ainda será suficiente para você?

Se alguém observasse sua vida de perto, conseguiria enxergar evidências reais da sua fé?

 


Versículos:

Esforcem-se para viver em paz com todos e procurem ter uma vida santa, sem a qual ninguém verá o Senhor. Hebreus 12:14

Pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”.  1 Pedro 1:16


Antes de começar, vamos refletir: Para você, o que é ser santo?


Vivemos em uma geração que rejeita a palavra ‘santidade’. Mas a Bíblia afirma: sem ela, ninguém verá o Senhor. Então a pergunta não é se queremos — é se estamos dispostos...

Todos os crentes em Jesus Cristo, aqueles que o aceitaram como seu único e suficiente salvador, foram chamados a ser santos.

Segundo a Bíblia, ser santo significa ser separado.

A palavra hebraica para santo é Qadosh, e a grega é Hagios, e ambas carregam o sentido literal de "cortar" ou "separar" algo do uso comum para um uso sagrado.

Mas separado de que?

Do pecado, daquilo que é mau, profano, impuro. É buscar ter um estilo de vida que agrade a Deus. Não tem a ver com seguir regras ou ser religioso. Tem a ver com reconhecer que é filho e desejar verdadeiramente em seu coração agradar Seu Pai. É buscar viver segundo os padrões do Senhor, e não os padrões do mundo.

É necessário entender que há uma santificação posicional, que é um primeiro nível de santificação quando nos arrependemos de nossos pecados e aceitamos Jesus como nosso Senhor e salvador. É quando somos redimidos dos nossos pecados, lavados pelo sangue do cordeiro. 1 Coríntios 6:11

Mas a santificação não para por aí, ela continua ao longo de toda a nossa jornada cristã. É o que chamamos de santificação progressiva: um processo diário de morrer para a nossa própria vontade e viver para a vontade de Deus. 1 Tessalonicenses 4:3

 

Aqui estão os pontos fundamentais para compreendermos como esse processo funciona na prática:


1. O Processo: Cooperando com o Espírito Santo

Diferente da nossa justificação (que é um ato único de Deus onde somos declarados justos por meio da fé), a santificação exige a nossa participação ativa. É uma parceria entre o homem e Deus.

A ação de Deus: É o Espírito Santo quem nos convence do pecado (João 16:8) e nos dá o desejo e a força para mudar.

A nossa parte: Envolve disciplinas espirituais como a oração, o jejum e, principalmente, o estudo da Palavra. Como diz em Salmos 119:9 NVI: "Como pode o jovem se manter puro? Obedecendo à tua palavra”.

 

2. A Luta contra a Carne

Não se engane: buscar a santidade é entrar em uma batalha. Paulo descreve muito bem em Gálatas 5:17 que a nossa natureza humana (a carne) luta contra o Espírito.

 

"Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito e o Espírito o que é contrário à carne. Eles se opõem um ao outro..."

 

Vamos ler Gálatas 5:16-26

 

Ser santo não significa que nunca mais sentiremos tentações, mas sim que agora temos um novo mestre e o poder de dizer "não" àquilo que nos afasta de Deus.

 

3. Nosso Alvo: A Semelhança com Cristo

O objetivo final da santificação não se resume a seguir uma lista de regras, um "pode e não pode". Nisso não há mérito. O foco central é: tornar-se cada vez mais parecido com Jesus em pensamentos, palavras e atitudes.

 

No antigo testamento, a purificação era externa, através de rituais.

Jesus veio elevar o nível, e de fato o alvo passou a ser o coração. Em Seu ministério, Ele deixou claro que a santidade não é apenas sobre o que as mãos fazem, mas sobre o que a alma deseja.

 

4. A Santidade de Dentro para Fora

Enquanto os rituais antigos focavam em lavar as mãos ou sacrificar animais, Jesus ensinou que a verdadeira contaminação vem do interior (Mateus 15:17-18). Por isso, a santificação cristã opera na raiz:

 

Transformação da Mente: Como diz Romanos 12:2, não devemos nos conformar com este mundo, mas sermos transformados pela renovação da nossa mente. Santificar-se é começar a pensar como Deus pensa.

 

Motivações Corretas: Não buscamos a santidade para sermos vistos pelos outros ou para "ganhar o céu" (que já nos foi dado por graça), mas por amor e gratidão ao Pai.

 

5. O Papel da Disciplina e do Hábito

Embora seja o Espírito Santo quem nos santifica, Ele não o faz sem a nossa vontade. A santidade é cultivada no "secreto":

 

A Palavra como Espelho: Ao ler a Bíblia, não apenas adquirimos informação, mas somos confrontados pela Verdade. Ela nos mostra onde precisamos mudar.

 

A Oração como Alinhamento: Na oração, alinhamos nossa vontade à vontade de Deus. É o momento em que confessamos nossas fraquezas e recebemos "socorro em ocasião oportuna" (Hebreus 4:16).

 

A santificação não é sobre perfeição imediata, mas sobre direção constante. Não é sobre nunca cair, mas sobre nunca se acomodar longe de Deus.”

 

Reflexão:

Muitas vezes focamos tanto em "parar de errar" que nos esquecemos de "começar a amar". A santidade, em sua essência, é amar o que Deus ama e rejeitar o que Ele rejeita.

 

Olhando para a sua rotina atual, qual pequeno hábito você sente que o Espírito Santo está te convidando a mudar para que você reflita melhor a luz de Jesus?


 

Antes de iniciarmos, gostaria que refletisse um pouco, sobre: o que é a Páscoa para você?

 

Texto Base

Isaías 53:3-7

Foi desprezado e rejeitado, homem de dores, que conhece o sofrimento mais profundo. Demos as costas para ele e desviamos o olhar; ele foi desprezado, e não nos importamos. Apesar disso, foram as nossas enfermidades que ele tomou sobre si, e foram as nossas doenças que pesaram sobre ele. Pensamos que seu sofrimento era castigo de Deus, castigo por sua culpa. Mas ele foi ferido por causa de nossa rebeldia e esmagado por causa de nossos pecados. Sofreu o castigo para que fôssemos restaurados e recebeu açoites para que fôssemos curados.

Todos nós nos desviamos como ovelhas; deixamos os caminhos de Deus para seguir os nossos caminhos. E, no entanto, o Senhor fez cair sobre ele os pecados de todos nós. Ele foi oprimido e humilhado, mas não disse uma só palavra. Foi levado como cordeiro para o matadouro;  como ovelha muda diante dos tosquiadores, não abriu a boca.

 

Contextualizando.

O Senhor criou o homem e o colocou no Jardim para cuidar e cultivá-lo (Gn 2:15). O homem estava liberado para comer livremente de qualquer árvore do Jardim, exceto a árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:16-17). No entanto a serpente se aproximou da mulher distorcendo o que Deus havia dito e lançou dúvida sobre a Palavra de Deus (Gn 3:1). Diante disso, a mulher desejou o fruto e, desobedecendo às instruções do Senhor, comeu e deu a Adão, que também comeu (3:6).

Nesse momento, o pecado entrou no mundo, trazendo consequências imediatas: a percepção da nudez, a vergonha, o medo e o afastamento de Deus (Gn 3:7-10). O que antes era comunhão perfeita se tornou separação, revelando que a desobediência à Palavra de Deus gera ruptura, dor e perda da intimidade com o Senhor.

Gn 3:21 mostra Deus fazendo vestes de pele para cobrir o homem e a mulher — o primeiro sacrifício, já apontando para a necessidade de derramamento de sangue para cobertura do pecado, tipificando a morte de Cristo.

 

E, de fato, a Palavra revela que esse plano nunca foi improvisado. Sendo Deus onisciente, onipotente e onipresente, Ele já conhecia a queda e, desde a eternidade, já havia estabelecido o plano de redenção.

 

Jesus estava designado como o Cordeiro, e como declara Apocalipse 13:8, “o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”, evidenciando que a redenção sempre esteve no coração de Deus, antes mesmo da criação.

  

 

A instituição da Páscoa

 

Séculos depois, vemos esse plano começar a se revelar de forma mais clara na história do povo de Israel.

 

O povo estava escravizado no Egito, vivendo forte opressão, quando Deus levantou Moisés para ser seu instrumento para libertação de seu povo.

 

Na décima e última praga, o Senhor dá uma instrução específica a Moisés: cada família deveria sacrificar um cordeiro (ou cabrito) de um ano, sem defeito e passar o sangue nos umbrais das portas (Êx 12:1-7).

 

Naquela noite, o anjo da morte passaria por todo o Egito, mas onde houvesse sangue, haveria livramento (Êx 12:13). Esse evento marcou a primeira Páscoa.

 

Deus então estabeleceu esse evento como um memorial perpétuo (Êxodo 12:14), para que todas as gerações se lembrassem da poderosa libertação. Até hoje, a Páscoa é celebrada pelo povo judeu, embora com um significado distinto da compreensão cristã.

 

Páscoa” (Pessach) significa “passagem sobre”. O Senhor “passaria por cima” de quem estivesse nas casas marcadas com sangue, e assim, não os destruiria (Ex 12:12-13). 

Logo após este evento, houve o êxodo (Ex 12:31-33), ou seja, a saída do povo Israelita do Egito, a libertação da escravidão, da opressão.

Podemos tipificar o Egito, não apenas um lugar físico, mas também uma representação espiritual da escravidão — do pecado, da opressão e da vida distante de Deus.

 

O cumprimento da Páscoa em Cristo

Aquilo que antes era uma sombra se revela plenamente na pessoa de Jesus Cristo.

A Páscoa, que antes apontava para um livramento físico no Egito, agora encontra seu verdadeiro significado em um livramento eterno: a redenção da humanidade do pecado e a reconciliação com Deus (Rm 5:10).

Enquanto o sangue do cordeiro no Egito livrava da morte física, o sangue de Cristo nos livra da morte espiritual e eterna.

João Batista declarou em João 1:29: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

Jesus é o Cordeiro perfeito:


  • Sem defeito
  • Sem pecado
  • Escolhido antes da fundação do mundo

Na cruz, Ele assumiu exatamente aquilo que Livro de Isaías 53 profetizou:

 

  • Nossas dores
  • Nossas enfermidades
  • Nossos pecados

Ele foi ferido para que fôssemos sarados. Ele foi castigado para que fôssemos reconciliados com Deus. A cruz não foi um acidente. Foi o cumprimento de um plano eterno.

Lucas 24:46 e disse: "Sim, está escrito que o Cristo haveria de sofrer, morrer e ressuscitar no terceiro dia.

A Ressurreição como o Selo da Vitória Muitas vezes focamos na Cruz como o ápice, mas a Páscoa só é completa com o Túmulo Vazio. A Ressurreição é o "selo de aprovação" do Pai; é a prova definitiva de que o sacrifício de Jesus foi aceito e que a dívida foi paga. Sem a ressurreição, a Páscoa seria apenas a memória de uma tragédia ou o lamento de um mártir. Mas, com a ressurreição, ela se torna o grito de vitória sobre a morte. Como disse o apóstolo Paulo, se Cristo não ressuscitou, nossa fé é vã (1 CO 15:14). O túmulo vazio confirma que Ele não apenas morreu pelos nossos pecados, mas venceu a condenação que eles traziam.

Isso significa que a Cruz não foi o final, mas o começo.

  • O começo da nova vida.
  • O começo de uma nova história.
  • O começo de uma nova aliança.

Como está escrito em Evangelho de Lucas 22:20:  “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês.”

É fascinante notar que Jesus escolheu precisamente a noite da celebração da Páscoa judaica para instituir a Ceia. Naquela mesa, Ele não apenas celebrou a libertação do Egito, mas oficializou a transição da Antiga para a Nova Aliança. Ao repartir o pão e oferecer o cálice, Jesus substituiu a figura do cordeiro assado por Sua própria entrega. Ele estava dizendo que, a partir dali, o memorial não seria mais sobre o sangue de animais nos umbrais, mas sobre o Seu corpo e o Seu sangue, oferecidos uma vez por todas para a remissão de pecados.

O que a nova aliança representa?

  • Perdão completo dos pecados
  • Acesso direto a Deus
  • Reconciliação com o Pai
  • Nova identidade em Cristo

Se no Antigo Testamento a palavra Pessach (Passagem) significava o livramento da morte física e a saída de uma terra de escravidão, para nós hoje ela ganha uma dimensão eterna. A Páscoa é a nossa passagem espiritual: deixamos de estar "mortos em nossos delitos" para vivermos com Cristo. É a transição da condenação para a graça, da escuridão para a luz, e da morte espiritual para a vida eterna. Como diz João 5:24, aquele que ouve a Palavra e crê "passou da morte para a vida".

 

Aplicação prática:

A pergunta inicial continua ecoando: O que é a Páscoa para você?

Porque o verdadeiro significado da Páscoa não está apenas no entendimento… mas na resposta que damos.

 

  • Você já aplicou o sangue do Cordeiro sobre a sua vida?
  • Você já saiu do “Egito”? Ou ainda vive preso em ciclos de pecado, mesmo conhecendo a verdade?

 

A Páscoa nos chama a uma decisão.

Não é apenas sobre o que Cristo fez. É sobre o que você faz com o que Cristo fez.

 

"O sangue nos tira a culpa (justificação), mas sair do Egito nos tira da escravidão (santificação). A Páscoa completa acontece quando o sangue está na porta e os nossos pés estão no caminho da liberdade."

 

 


Uma vez, uma amiga me perguntou se poderia orar pelo seu casamento. Ela ainda era solteira, mas tinha o desejo de se casar. Em seguida, comentou que seu pai havia dito que isso seria besteira, e que Deus teria coisas mais importantes com que se preocupar.

O que eu respondi?

Primeiro: somos filhas de Deus. Tudo o que é importante para nós também é importante para Ele. A Bíblia nos revela um Pai que se importa com os detalhes da vida dos seus filhos. Em 1 Pedro 5:7 está escrito: “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.” Se Ele cuida de nós, cuida também dos nossos desejos, sonhos e inquietações.

Segundo: não devemos colocar Deus em uma posição de limitação, como se Ele precisasse escolher o que é mais importante para fazer naquele momento. Sendo Deus Todo-Poderoso, Onipresente e Onipotente, não há limitação para o que Ele possa fazer. O que é prioridade aos olhos humanos não define a capacidade ou a agenda do Senhor. Em Jeremias 32:27 o próprio Deus declara: “Eis que eu sou o Senhor, o Deus de toda a carne; acaso haveria coisa demasiadamente difícil para mim?”

Outro ponto importante: em Filipenses 4:6 está escrito: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Eu entendo que TUDO — absolutamente TUDO — deve ser apresentado em oração ao nosso Pai. Nada é pequeno demais para Deus. Nada é irrelevante quando envolve o coração de um filho.

Aqui, porém, cabe uma informação importante: oramos com perseverança, sim (como Jesus ensina na parábola da viúva persistente em Lucas 18), mas não como quem tenta “arrancar” uma resposta. Oramos para confiar, para alinhar nosso coração à vontade do Pai e para descansar n’Ele.

Mas atenção: a resposta nem sempre será positiva. Nem sempre será o que queremos ouvir. Precisamos ter fé e confiar que Deus já viu o nosso futuro e sabe o que é melhor para nós. Em Romanos 8:28 aprendemos que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.” Isso inclui, muitas vezes, os “nãos” que nos protegem. Pois quem ama, também diz não.

Importante lembrar: não oramos para mudar a opinião de Deus, mas para nos aproximarmos d’Ele e nos tornarmos mais sensíveis à Sua voz. A oração nos transforma mais do que transforma as circunstâncias.

Então confie. Aquele que criou todas as coisas sabe exatamente o que é melhor para você — e cuida, com amor, até dos detalhes que parecem pequenos aos olhos dos homens.

Deus abençoe!!


By Raffaella Shen


 

Se vocês soubessem o que significam estas palavras: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’, não teriam condenado inocentes.

Mateus 12:7 NVI

 

Vivemos em uma realidade onde, com facilidade, nos esquecemos da misericórdia e temos uma tendência enorme a sermos juízes. É importante salientar que os sacrifícios, em si, não são ruins. O problema surge quando são valorizados de forma exagerada ou praticados sem uma verdadeira mudança de vida – neste caso, tornam-se vãos.

Não podemos nos esquecer de um ponto crucial do evangelho: um dos maiores mandamentos do Senhor é amar o próximo como Ele nos amou (João 13:34). Um amor que não é teórico nem seletivo. Ele é prático, visível e transformador.

A Palavra diz que não há um justo sequer (Romanos 3:10), e que a nossa justificação é única e exclusivamente pela Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo (Romanos 3:24). Diante disso, surge uma pergunta inevitável: por que tantas vezes não manifestamos a misericórdia recebida na vida de outras pessoas? Por que somos tão implacáveis?

Não estou dizendo para sermos condizentes com o erro, pois a própria Escritura nos ensina que a correção é necessária (Provérbios 29:15), mas ela precisa ser em amor. Verdade sem amor gera dureza; amor sem verdade nos leva à permissividade. O evangelho nos chama ao equilíbrio.

Todos nós somos pecadores e estaríamos destituídos da glória de Deus, não fosse o sacrifício de Jesus (Romanos 3:23). Uma vez justificados, andamos de glória em glória para sermos aperfeiçoados n´Ele. Essa transformação, porém, não pode permanecer apenas em nós. Somos chamados a manifestar a graça recebida na vida dos que nos rodeiam, a transbordar na vida de outros, ser LUZ neste tempo de escuridão.

A Palavra nos comissiona, e não podemos ser negligentes. Somos filhos, discípulos do Senhor, embaixadores do Reino. Fomos chamados para anunciar a Palavra e para ser a carta lida àqueles que ainda não conhecem a Cristo.

Por isso, é necessário alinhar nossa vida à vontade do Pai. Alinhar nossas ações ao que a Palavra ensina. Não basta apenas professar a fé, é preciso viver aquilo que declaramos como verdade.

Jesus afirma: “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra” (João 14:23). Este amor precisa ser visível, especialmente na forma como usamos de misericórdia com nossos irmãos. Pois se não somos capazes de amar quem nós vemos, como poderemos amar a Deus a quem não vemos? (1 João 4:20).

Ao excluirmos a misericórdia e o amor de nossa prática cristã, deixamos de refletir o verdadeiro evangelho de Jesus.

 

Para nossa reflexão:

  • As pessoas conseguem perceber Cristo em nossas ações?

 

Que o Senhor nos guie e que possamos ao longo de nossa jornada ser cada vez mais parecidos com Jesus.

 

Deus te abençoe.

 

by Raffaella Shen

 


2Timóteo 3:16 NVT

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para nos ensinar o que é verdadeiro e para nos fazer perceber o que não está em ordem em nossa vida. Ela nos corrige quando erramos e nos ensina a fazer o que é certo. 


​Quem crê em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador deve ter a Bíblia como seu GPS, pois ela é a Palavra de Deus.

​É importante entender que toda a Bíblia é inspirada por Deus e toda a Bíblia aponta para Ele. Considerar uma parte e descartar outra é um grande equívoco, se não, uma grande loucura.

​Sim, há passagens escritas para uma época e uma determinada cultura. Entender esse contexto nos dá embasamento para uma interpretação correta, mas jamais será pretexto para anular a importância ou a validade de toda a Escritura. Se você olhar com atenção, os princípios de Deus estão lá por toda parte. Há revelação do Santo Espírito em todos os 66 livros da Bíblia. Há ensinamentos, correções e direção, basta que estejamos com o coração aberto para perceber.

​A leitura da Bíblia nos traz a verdade que liberta e nos transforma dia após dia. Portanto, o meu conselho mais sincero é: Vai ler a Bíblia!

​Se surgirem dúvidas, peça ajuda ao Espírito Santo para que Ele revele e ilumine a Palavra. Se for o caso, chame o seu líder ou um amigo de fé, e conversem sobre o texto, mas, acima de tudo, leia e medite nela! Você verá seu entendimento se abrir e sua perspectiva de vida mudar de forma impressionante.

​A leitura da Palavra, juntamente com a oração, são práticas que transformam nossa vida e nos ajudam a ser cristãos genuínos. Sem essa base, é impossível viver o cristianismo de verdade, que é feito de relacionamento íntimo com o Pai, e não apenas um life style da moda.

​Lembre-se: Ao orarmos, nós falamos com Ele. Ao lermos a Bíblia, Ele fala conosco. E é nesse diálogo constante que desenvolvemos a intimidade e a comunhão com o nosso Deus.

​Deus nos abençoe!

 


¹ Tem misericórdia de mim, ó Deus,

  por causa do teu amor.

  Por causa da tua grande compaixão,

  apaga as manchas de minha rebeldia.

² Lava-me de toda a minha culpa,

  purifica-me do meu pecado.

³ Pois reconheço minha rebeldia;

  meu pecado me persegue todo o tempo.

⁴ Pequei contra ti, somente contra ti;

  fiz o que é mau aos teus olhos.

  Por isso, tens razão no que dizes,

  e é justo teu julgamento contra mim.

⁵ Pois sou pecador desde que nasci,

  sim, desde que minha mãe me concebeu.

⁶ Tu, porém, desejas a verdade no íntimo

  e no coração me mostras a sabedoria.

⁷ Purifica-me de minha impureza, e ficarei limpo;

  lava-me, e ficarei mais branco que a neve.

⁸ Devolve-me a alegria e a felicidade!

  Tu me quebraste;  agora, permite que eu exulte outra vez.

⁹ Não continues a olhar para meus pecados;

  remove as manchas de minha culpa.

¹⁰ Cria em mim, ó Deus, um coração puro;

  renova dentro de mim um espírito firme.

¹¹ Não me expulses de tua presença

  e não retires de mim teu Santo Espírito.

¹² Restaura em mim a alegria de tua salvação

  e torna-me disposto a te obedecer.

¹³ Então ensinarei teus caminhos aos rebeldes,

  e eles voltarão a ti.

¹⁴ Perdoa-me por ter derramado sangue, ó Deus de minha salvação;

  então, com alegria, anunciarei tua justiça.

¹⁵ Abre meus lábios, Senhor,

  para que minha boca te louve.

¹⁶ Tu não desejas sacrifícios, do contrário eu os ofereceria;

  também não queres holocaustos.

¹⁷ O sacrifício que desejas é um espírito quebrantado;

  não rejeitarás um coração humilde e arrependido.

¹⁸ Olha com favor para Sião e ajuda-a;

  reconstrói os muros de Jerusalém.

¹⁹ Então te agradarás dos sacrifícios de justiça,

  dos holocaustos e das ofertas queimadas;

  e sobre teu altar novilhos voltarão a ser sacrificados. 


Salmos 51:1-19

 


De nada adianta o entusiasmo sem o conhecimento; a pressa resulta em escolhas erradas.
Provérbios 19:2 NVT

Li uma frase que dizia: “Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.”

Muitas vezes, vejo pessoas começando algo novo com grande entusiasmo, mas sem fazer o que é fundamental: o planejamento adequado do projeto. Elas não pararam para analisar as situações, avaliar as circunstâncias e verificar se têm condições de concluir o que começaram. A maioria não investe tempo com Deus, não se dedica a estudar, a “afiar o machado”; simplesmente começam sem um direcionamento claro. Quando as dificuldades surgem no meio do caminho, ficam perdidas e sem saber o que fazer.

Como cristãos, precisamos aprender a avaliar as circunstâncias e a garantir que seremos capazes de terminar a obra que começamos. É essencial investir tempo em oração antes de cada decisão, conversar com Jesus sobre nossos projetos e entregar nossos caminhos nas mãos DEle, permitindo que Ele nos guie.

Após buscarmos a direção do Pai e termos a certeza de que Ele está conosco, podemos nos preparar para avançar. Mesmo que comecemos devagar, à medida que avançamos, ganharemos velocidade, mas agora com a certeza de que estamos seguindo a direção correta.

Compartilhe seus projetos, medos e anseios com aquele que já conhece seu futuro. Esteja com os ouvidos atentos e o coração aberto para ouvir o que Ele tem a dizer e prepare-se para o próximo nível de sua vida.


Deus abençoe!

Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial

Quem faz o blog

Filha amada de Deus. Mãe, Esposa. Cristã. Pernambucana. Formada em Turismo. Empreendedora e Apaixonada por Viagens.

SIGA-ME

CATEGORIAS

  • De Mulher para Mulher 6
  • Destaques 40
  • Estudando a Palavra 16
  • Pensamentos 7
  • Versículos 1

POSTS POPULARES

  • Posicione-se!
  • Adore!
  • Não considere impuro aquilo que Deus purificou
  • A Bíblia: Guia Essencial para a Vida Cristã
  • Sonhos
  • MISERICÓRDIA
  • FÉ – A CONVICÇÃO QUE SUSTENTA
  • Salmos 51
  • DIREÇÃO CERTA
  • DEUS SE IMPORTA COM AQUILO QUE IMPORTA PARA VOCÊ

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Raffaella Shen. Tecnologia do Blogger.

Visualizações

Tradutor

RAFFAELLA SHEN

Designed by OddThemes | Distributed by Gooyaabi Templates